Passaram..

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Uma história minha.

Sabe quando tudo que você mais deseja é que nada na sua vida seja como é, o sentimento de mudar tudo, de nem existir, ou melhor de não existir as histórias do passado, não viver um presente sem rumo, nem pensar em um futuro negro?
Sentimento que me assola neste exato momento, minto, sentimento que me assola à meses, à tempos, tempos que conto para que corram os minutos, dias que peço para que começem e terminem, segundo crença popular isso atrai a morte mais cedo, mas será que de fato não é isso mesmo que estou pensando em querer, a morte.
Não, não a morte corpórea, aquela que meias pessoas choram e cantam dentro de igrejas, não, a morte das lembranças, a morte das pessoas que passaram por mim, me modificaram, fizeram um passado ainda que jovem, cheio de recordações boas e más, as más em sua essência e clemência, maiores.
Desejo todos os dias o fim, o fim de tudo, e o não começo, sim, o não começo de mais uma história, a vinda de mais uma pessoa, ou de pessoas, peço para que não venha mais um decepção, onde já se viu dizer que decepção não mata, ensina a viver, quer dizer que tudo de ruim que acontece é plano divino para que possamos morar com tranquilidade  no inferno? Acho isso tudo muito confuso e nem quero parar para compreender, não agora, não hoje, não nesta vida.
Sofrer, dizem alguns que isso é opcional, mas será que de fato estes já sofreram, se magoaram, ou magoaram alguém? Será que já choraram de verdade, não por compaixão, mas com paixão, será que sentiram o peito apertado, uma noite sombria, um desejo de nunca mais ver a luz do dia, será? Não creio nisso, mas já que dizem, porque este conselho nunca se aplicou a mim (?), porque sempre ouvi dizer que não se deve esperar nada de ninguém, mas sempre acabamos esperando, seja um bom dia por educação, seja um beijo por pena, seja um olhar por pura curiosidade, acaba que sempre esperamos algo de alguém, ou esperamos alguém.
Hoje digo que sinto desejos, desejos de mudar, de não querer mais que exista, de não lembrar, de fazer tudo se apagar, mas acaba que só consigo escrever, sem sentido, sem rimas, sem métricas, sem pontuação, sem ler, só escrever, para ver se ficam guardadas aqui, as minhas memórias, e para ver se elas saem de vez de dentro da minha cabeça, o que seria muito fácil, já que pensa-se no que se quer, mas com mesma facilidade não conseguem sair de dentro do meu coração, de dentro da minha alma, queria que hoje não houvesse nada de novo, queria somente que algo continuasse, mas enfim, tudo que chega se vai, tudo que aparece some, assim é minha sina, assim devo conviver, crendices de que fizeram algo contra mim, tenho muitas, mas será que eu as deixo de fato me fazerem mal, ou será que eu mesmo faço mal a elas, e a mim?
Não sei, só sei que quero que tudo termine bem, ou então que não termine, que seja mais um rascunho sem arte e sem final.
P.S. desabafo!

5 comentários:

  1. achei o PS absolutamente desnecessário. Tá na cara que é um desabafo.

    beijos e abraços
    do Joca Oeiras

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  2. Suzy, esse é o momento, infelizmente! Joquinha isso era pra ser um redundância, coisa minha! ;)

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  3. Aqui emocionada com a sua sensibilidade...deve ser coisa de leonina, pois penso como você...mas é a vida querida amiga, as coisas nunca são como a gente gostaria que fosse, as pessoas são mesquinhas e invejosas...e o amor..esse sentimento maluco que nos move...maltrata e deixa marcas profundas...mas sou otimista..acredito no amor...acredito que mais dia...menos dia a gente vai ser feliz...Deus existe!!!
    beijos Rejane

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  4. é confiando em palavras em dias após dias que ainda assim me faço existir, pois se não fosse isso mediante tanta tristeza eu ja nem seria mais eu......

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