Assim que minha alma transbordou amor, fui digna de deixar que o mundo soubesse, o que se passava, e assim que esta mesma, transborda de dor, deixo a pegada na areia, para que cheguem até mim, mesmo apenas que seja para ouvir um sonoro "Me deixem sozinha!" , mesmo que seja para sentar em uma pedra para ouvir meu cair de lágrimas ao mar, também salgado.
Volto, assim como disse antes, ao luto, ao que nunca sai, ao que nunca deveria ter entrado, ao que escondi até hoje, a dor me persegue, me deixa sem visão, meu coração se fecha uma vez, e para não ser mais aberto, uma pessoa que canta meu eu se vai, uma que conquista meu ser, me machuca, uma que conheceu meu possuir, me deixou....uma que me fez bossa, desapareceu, e assim, junto com o que de fato nunca foi meu, ou que sequer tenha existido, me findo, em ser, em estar, em querer me doar.
Sabe o que fui? Uma passionalidade, onde eu me doava demais, me fazia demais, me deixava ser demais, nunca dei espaço a amim, somente a beleza de onde vinham todos que estavam comigo, de onde vinham os elogios que eu fazia de conta não crer que fossem pra mim.
Precisou conhecer alemão, com sua bebida mágica, ou portergaistica, que me revelou o que fazia de mim, o que era tudo aquilo, se não hormônios aflorados, precisou doses daquilo para que eu chorasse de verdade, com dor, com sabor, com saudade, e com raiva, precisou aquilo me dar uma dor de cabeça para saber o quanto me doe, o amor inválido, os amigos falsos, e como uma beleza pode ser destruidora de gente.
Aos amigos, peço orações a SSKali. orações ao luar, pouco choro e pouca vela. um tipo assim, choro de dia.....sonhos a noite, aos AMIGOS, eu peço, força, sem fortaleza, dor com corpo, perdão com a alma.
Voltei ao luto, e deixo uma vida em luto, pois assim como calou-se a minha voz externa com uma ida sem resumo, me vou sem pontuação, deixando apenas as reticências de continuação....
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