Passaram..

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Teresina, vista de Dentro

Paro para ler hoje um texto que parecia-me ser mais uma brincadeira de um amigo no facebook, mas ao final da leitura, vi que este texto merecia ser passado pra frente.

Minha Vida nos anos 90 em Teresina


No começo dos anos 90 ainda tocava música lenta na boite Matrinchan. A enciclopédia Britânica era o que mais se aproximava do Google e a internet não cabia nem nas imaginações mais desvairadas dos menos contidos.
Pensar no futuro, naquela época, era pensar em carros voadores e teletransporte. Não fugia muito disso. Celular e Big Mac não existiam. Eram coisa de mais futuro ainda. Eu tinha, porém, um relógio que calculava. Era fabuloso. Entre as tecnologias mais inovadoras que eu conhecia, estava o forno microondas da tia PEPETINHA que nem prato giratório tinha.
A lambada virava coisa do passado. A música eletrônica, então chamada de “balanço”, invadia as rádios e os carros dos plays. Na falta de outro lugar, eles se encontravam em posto de gasolina e nos milhões de trailers em Teresina. O Mister Pizza era a maior novidade do mundo. A galera adorava. Os pais da gente, nem tanto. Queria que aprendêssemos a comer pizza com as mãos mesmo.
Shopping? Só promessa. Por favor, não me obriguem a chamar o Balloon Center e o Jockey Center de shoppings. O cinema do Balloon passava os filmes depois de uns 6 meses ou mais que eles passavam no circuito nacional. Era uma salinha mequetrefe. Muito melhor era jogar bola nas quadras do 25 bc.
Para entrar era um empurra-empurra dos diabos diante do portão de ferro branco encardido e trancado. Lembro do Ostiga Jr. gritando certa noite: “abre o portão! Tem criança aqui. Tem gente passando mal!”. Uma menina desmaiou e o portão ficou onde e do jeito que estava.
Hoje eu critico, pois é muito fácil, mas eu lembro bem da alegria ao mentir a idade e assistir escondido ao filme em que a Sharon Stone cruzava as pernas. Naquela época a felicidade tinha contornos mais afáveis.
Aos domingos era Paralelo 33. Paredes pintadas de cal, pedra de fogo e brita no chão. Tudo muito simples embaixo dos pés de manga e o piri-piri com passos acelerados trazendo o espeto com a picanha. Eu bebia guaraná York para ganhar uma bicicleta na tampinha premiada. Eu comia frutilly para ganhar outro frutilly no palito premiado. Eu gostava do limão Brahma e do gato Félix. Me zangava quando as figurinhas do saco eram todas repetidas.
O tempo passou e muito. Vou dar um fast forward >> Phantom System >> computador 386, 486, 596 e Pentium >> Startac >> Chroma >> Mega-drive >> Super Nintendo >> Nintendo 64 >> Playstation 1, 2 e 3 >> Iphone >> Nintendo Wii >> Iphone 3G >> Iphone 3GS >> Ipad >> Iphone 4 >> Ipad 2 e logo logo o Iphone 5.
Hoje, dia 01 de setembrode 2011, o mundo é outro e eu também. Acordei vendo as notícias que me interessam pelo Google Alerts, chequei meus e-mails pelo celular, os recados do Facebook, as últimas no Twitter e fui bisbilhotar a coluna do Péricles para conferir se a foto que ele tirou já estava LÁ....Leio o portal az,cidade verde,meio norte,gp1,ai5 piaui,o dia,diario do povo... 

Por  Marciano Valério Arraes. 




segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Alegria

A incessante alegria de ser, de ter, e poder....
Alegro-me porque sou assim,
Ciente de mim, segura das minhas razões,
Devota das santas convicções,
Feliz pela minha educação,
Faço de mim um escudo de maldades,
Faço de mim um para-ráio de verdades,
Tenho rompantes de delicadeza,
Mas nada se compara a escolha das minhas certezas.
Alegro-me porque tenho em mim,
O divino sopro de bondade,
A fé incessante na verdade,
Um amor para a vida inteira,
A vida sem eira, nem beira,
Os caminhos, talvez, traçados,
E acima de tudo tenho segredos inviolados.
Alegro-me por poder,
Ser livre de grades de preconceito,
Voar com asas próprias,
Ter nome e não representar pessoas
Poder amar e ser amada,
Poder sofrer e me livrar,
Poder desistir e me orgulhar,
Poder, acima de tudo, ser feliz.
Ver o mar e chorar,
Misturar meu corpo ao dançar,
Deixar me levar na simples alegria de ser uma pessoa, que tem alma, e que pode tudo com fé.



quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Um Dia

Sem saber entrei por uma porta,
Sem ver a pergunta dei uma resposta,
Fui por um caminho sem volta,
Tentei entrar no mar, mas só consegui ficar na encosta.
Fui, até um além onde não havia ninguém,
Um além de mim onde pensava existir um você,
Onde tudo era bonito
Onde deitei-me na relva ao amanhecer,
Ouvi um acorde,
Dedilhei um piano,
Fiz música, sem letra, fiz rima sem poema, fiz amor sem alguém,
Fui coração em eternidade,
Queria sentir alegria, corroír-me de saudade,
Chorei ao ver o longínquo mar,
Lágrimas se misturaram ao sal, aos rochedos,
O espelho me mostrou bela, mostrou o que eu queria que todos vissem,
Dentro eu estava feia, dizia até irreconhecível,
Perdi uma hora, talvez um ano, perdi tempo,
Olhei para trás, vi um vazio,
Senti Calor, Senti frio, senti vontade,
Acabei com a esperança, venci a prepotência, continuei obsoleta,
Em mim ficou amor, lutei contra o ódio e o rancor,
Ao fim do dia, deitei-me na varanda,
Em brisa leve e longa, senti que assim mais um dia se foi, sem que eu vivesse.
Vou continuar aqui, ao olhar das estrelas,
Ao som do silêncio da lua, a luz da meia-noite,
Refazendo meus planos, recordando meus rancores,
Secando lágrimas em lençois,
Dizendo ao coração que amanhã tudo muda
Que eu acordo, e vou a Luta.


quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Solidão.

Me persegue uma falta imensa de vontade, uma falta de algo que nunca foi meu, uma falta daquilo que nem sei se realmente existe, uma falta, simplesmente.
Caracterizo inferno astral como um momento, passageiro, que dura um certo tempo desnecessário, que não vem com ensinamentos, mas derruba os fracos com sua insegurança, traz consigo uma tristeza, que parece não ter sentido, ou sequer motivo.
Coragem, eis a palavra que se faz antídoto contra o astral infernal, mas esse remédio as vezes custa caro, e não tem o efeito esperado, ou vai além do limite e nos deixa anestesiados e impotentes a certas coisas, e acontecimentos.
Conspiram ao meu declínio, acho isso, o mal humor se tornou meu mestre, a cara feia meu sorriso, recorrer a fé já não me faz mais sentido, mas mesmo assim, ainda acordo amanhã pra ver se tudo muda, ou se continuo me deixando levar por uma coisa que nem sei explicar.
Um marasmo, um toque suave de jiló ao fundo da garganta, um doce de cachaça, aos sair do alambique, um profundo desgosto em tudo, as besteiras ditas, e ações mal interpretadas. Podia pedir para que o mundo se afastasse de mim, me jogasse em uma dimensão pra lá de marte.
Cometendo erros, em minha inquietação, deixo os pensamentos moldarem meu eu, meus passos ainda por marcar nas areias, já dizem para onde querem ir, marcam um destino que ainda me dá medo, que ainda me causa calafrios ao pensar que posso caminhar léguas e chegar ao mesmo lugar dantes navegado.
Traço aqui a solidão, a amiga certa das horas incertas, a mais verdadeira e silenciosa mulher, a mais companheira e fiel, a que nunca mente, a que abraça com força e demora a soltar, a que não quero vencer, pois com ela salvo-me de muitas, sem ela entro em outras tantas, quantas piores, solidão, eis aquilo que não sei explicar, que me faz falar coisas sem pensar, e que traduz dentro de mim, a língua da alma, para que eu possa transmitir ao mundo, que eu agora me recolho a uma redoma de aço, pois a de vidro resolveram quebrar com palavras pesadas.

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Saia.

Encontrei em mim o que faltava,
O pedaço do caminho que eu ainda nem arriscava,
Deixei em você a ampulheta do tempo,
Sai da sua vida nesse momento,
Saia de mim, deixe-me partir,
Serei alegre e poderei sorrir,
Cansei de chorar,
Ninguém aguenta mais o meu lamentar,
Minha inteligência aflora toda vez que te esqueço,
Paro e penso, é isso que eu desejo,
Quero ser livre, quero voar,
Vou voar, vou dançar, vou cantar e ressoar
Saia de mim, leve o que quiser,
Mas me deixe para receber o que vier,
Vai embora, te expulso de mim, assim como um exorcismo,
Tiro você de mim, assim como tiro do olho um cisco,
Choro, mas nada mais que apenas uma leve irritação,
Isso acontece quando tiramos alguém do coração.

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Posso...

Posso ir e vir,
Posso chorar e sorrir,
Posso lamentar o distante,
Posso pedir um instante,
Posso ser e viver, 
Tenho que ver para crer,
Posso ser calor e ser frio,
Posso mergulhar no amor, ou em um rio,
Posso sentir e calar,
Posso gritar e nada falar,
Posso mais, ou menos
Posso ser só um sol ameno,
Posso crescer , e amadurecer, 
Posso regredir e nem reagir,
Posso continuar e esquecer,
Posso ao longo de anos permanecer, amando você.
Mas posso enlouquecer,
Posso ficar sem te ver, 
Posso voar com liberdade, 
Posso nos deixar em eternidade, 
Posso te mandar para longe, 
Assim como também posso, correr ao longo de um horizonte.

Orgulho de não ter preconceito.

Foi criado o orgulho "Hetero", fiquei intrigada, meia dúzia de homens dizendo que sentem orgulho de levar um mulher pra cama, pelo menos foi isso que a manifestação me soou, mas na verdade acho que isso seria Orgulho hipócrita.
Podem inventar mil e uma nomenclaturas para diferenciar, homens e mulheres com gosto, opção e coração diferentes, seja como for, mas nunca vão poder diferenciar, o amor. Mas como tacanha, e obsoleta é a nossa sociedade, um grupo ainda vai surgir para gritar que orgulha-se de ser um animal.
Pessoas que agridem gays, mulheres, idosos, ou que dentro de seu coração possuem um certo preconceito mesmo que seja pela cor dos olhos, vão continuar afundadas no mais terrível marasmo da ignorância.
Ignorante, palavra chave para descrever quem pôs o dia de hoje, como o do orgulho Hetero. Pelo que se aprende em livros, etc, todos somos iguais perante o céu e o inferno, não há escolhas, a não ser as escolhas que nós fazemos, as ações xulas que venhamos a cometer, isso sim pode levar-nos ao inferno, e nem é preciso morrer para que se chegue lá.
Deixo a indignação, de uma pessoa que não ver diferença no amor, pois seja gay, seja hetero, seja homem ou mulher, o amor está presente em todas as relações, e sem amor a vida é só mais um dia que você de abstém de aprender.  Educação, é o que falta a muitas pessoas que se dizem participantes de nossa sociedade.
Sociedade que diz que esconde seus preconceitos, mas isso continua errado, pois ele não deveria nem existir, escondê-lo é provar que ele existe, e que apenas é dominado pelo medo. Agora que inventaram o tal do Orgulho hetero , só vou dar moral quando alguém, como eu, disser que tem orgulho de não ter preconceito.
E vale lembrar que se formos traduzir a palavra gay , ela significa nada mais que ALEGRE, ou seja eu sou GAY, mas não beijo mulheres, não faço sexo com elas, mas respeito as que tem a sua vontade, o seu amor, respeito, assim como elas respeitam meu espaço, não é feio, não diferente, é apenas amor. Fica a dica de diminuir o nível de ignorância, a respeito de pessoas homossexuais.