Hoje é dia de chuva, e meu maior desejo é que ela lave as almas sujas de ódio, de rancor, de medo, e de malícia. Mas chuva, me faça o favor de lavar também meu coração, este tão tolo orgão que foi feito em intenção de bater e apenas quer apanhar.
Ouço do outro lado trovões, um som tão enigmático, que não sei se vem para brigar comigo, ou avisando que vem me fazer feliz, trazer a paz de cada pingo, e o cheiro de terra molhada, mas continuo a lhe fazer um pedido, que os trovões ensurdeçam os mais abelhudos, aqueles que gostam apenas de ouvir besteiras, que nunca ouvem a voz da sanidade e da verdade, ensurdeçam de vez e nunca mais deêm ouvidos as blasfemias ditas por línguas ferinas.
Ah, as línguas que os raios coloridos, que esses feches de luz radiante queimem, sim, queimem as línguas más, que são banhadas de veneno, que não se importam em machucar, em mentir, em fazer mal. Partam, os raios, aqueles corações de pedra, sem amor, sem compaixão, sem sentimento nem de culpa, pois mesmo na culpa ainda existe o sentir de piedade.
Que os ventos balançem meus cabelos, acariciem minha pele, como em um abraço que há muito ainda espero, ainda gosto, ainda teimo em querer novamento, assim como presentes de natal.
Chuva, você já vai? Obrigada querida chuva, por deixar para mim, o mais feliz símbolo de que comprendeste minhas palavras, vai-te, e me deixe contemplar o arco-íris, deixe que eu conte suas cores, que em cada uma eu coloque minhas esperanças, e que ao final dele, eu ache apenas o que me faz bem, o meu pote de ouro, aquilo que por mais simples reluz e me faz sorrir, de verdade, com verdade.
Passaram..
sexta-feira, 22 de junho de 2012
quarta-feira, 6 de junho de 2012
Dejavú indesejado
Passou muito tempo, mas as mesmas histórias se repetiram, personagens diferentes, palavras diferentes, erros iguais.
Nessas horas é que vemos, que a vida é como um filme, no caso represento bem a bagunça do Tarantino, muito sangue derramado pelos olhos, muita confusão de palavras, muito enredo fictício, vindo de uma mente aberta a toda tentativa, mesmo frustadas.
Acho as vezes que entrei na tela grande, ou nas películas filmadas, encarnei uma das personagens, e assim eu vivo uma ilusória cena que parece nunca se acabar, eu falo coisas que foram ensaiadas, e pulo de abismos sem dublês.
Quando acordo, olho para os lados, e não passa de um sonho ruim, daqueles tipo queda de avião sem proteção. Nessa bagunça toda de realidade, desejos, sonhos, e pesadelos, eu vivo, e uso frases clichês para chamar atenção, uso inspiração alheia para me valer de palavras que fazem certo sentido, mas que ao fundo eu nem queria dizer, só queria chamar atenção pra uma dor que nem mesmo sei se me fere de verdade.
Uma música lenta ao fundo mostra minha trilha sonora, e se meu coração está preparado para chorar mais um dia, ou se apenas vou fazer um papel de mulher feliz, mesmo estando destruída por dentro. Hoje eu não queria que nada mais começasse, aliás, pelo menos queria um começo com a certeza de continuação, a mesma história só se repete e por mais que procure os erros, já não os acho, acho que virou um clichê, uma espécie de encantamento, a mesma cena mil vezes, com pessoas diferentes, um dejavú indesejável.
quinta-feira, 26 de janeiro de 2012
Eu ja deveria ter aprendido
Mais uma vez, é meio trágico ter que amar alguém, pra mim sempre é, acho que meu alerta perigo se desliga ao mínimo momento que penso estar livre, ok mais uma vez....
Eu acho que já deveria saber, que o amor pra mim é complicado, vem bonito e sai feio, amor de fato não é meu forte, e eu tenho que aprender a lidar com isso, a saber perder, e acho que a cada dia que se passa se prova minha supra incompetência para ter um namorado, acho que por medo de perder, devoto amor demais, por medo de perder, exagero nos ciúmes e na suma proteção.
Mas eu já não deveria saber que essa parte da vida a qual passei por ela 3 vezes é sempre dolorosa, ruim, má, e me machuca a cada vez que penso ter achado aquele que vai dividir um sorvete, um copo, até mesmo vai dividir a vida comigo, eu sempre me ferro, sempre me jogo de cabeça e acabo batendo forte no cão do poço.
Vejam só a bobagem, em um mês, sabe aquele dia 30? você se vira para fazer um vídeo com as melhores fotos, faz montagem com essas fotos, procura o melhor texto de Vinícius de Moraes, e acaba por receber um "valeu" e nos dias de hoje, uma mera curtida, os amigos agradecem mais do que a própria pessoa, seria no máximo de bom tom te devolver com um telefonema?
Acho que meus valores amorosos não valem muito na época que nasci e vivo, tenho valores e intenções demasiadamente familiares, não penso com a cabeça de uma menina que vai a uma festa pensando no "cara gato" que vai levar ela pra cama depois de pagar duas doses de Whisky.
Fui valorada demais, e ainda hoje eu desarmo a capa da mulher e viro só mais um menina que chora, sofre, que sente dor, e que se acha a rejeitada porque falhou mais uma vez, e olha que acho que o problema é mesmo meu, porque já me é o terceiro que se vai, assim sem nem explicar, só vai, e se eu for morrer por causa disso, pouco importa, ele já foi, ai de mim, se não fossem os amigos....
E fico aqui com os dedos sem saber o que colocar nas palavras, com frases prontas na cabeça, porém sem sentido nenhum.....
Hoje volto eu ao luto, ao negro, ao lugar onde eu estava afundada, que algum maldito palpite do coração me tirou de lá, e rezo para que não saia de lá tão cedo.
sexta-feira, 13 de janeiro de 2012
Namorar (Não Morar)
Namorar, o sentido que que toma a vida quando encontramos aquele amor, aquela paixão, aquele gostar.
Namorar é assim estar em paz, é uma incontinência de sentimentos, é a época do descobrimento, ciúmes, excitação, desejo, prazer, felicidade, raiva tudo se mistura em uma única palavra que traduz os mais diversos sentidos do amor.
Quem perde o namorado não sabe o que é ser feliz, pois vejo que mesmo depois de casar deve haver a chama do que um dia os levou até ali, casar é namorar eternamente com uma única pessoa, é um namoro eterno, uma busca pelo outro, pelo fixo, pelo que se sabe que vai estar ali quando você voltar, é pedir que aquele amor que você encontrou por acaso se fixe a você, que o amanhecer seja mais bonito ao lado de quem se gosta.
Mas entra-se em contradição a expressão NÃO MORAR, afinal de contas namorar é bom, mas a partir do momento que aqueles defeitos que nos trazem os sentimentos ruins começam a aflorar em uma relação mais fixa, o que fazer (?) Namorar, ou NÃO MORAR?
Aplica-se a regra do viva, deixe viver, vá em frente e o que vier aprenda e ou se desprenda, o importante, afinal das contas, é manter o amor até o fim...mesmo que ele não o tenha!
Namorar é assim estar em paz, é uma incontinência de sentimentos, é a época do descobrimento, ciúmes, excitação, desejo, prazer, felicidade, raiva tudo se mistura em uma única palavra que traduz os mais diversos sentidos do amor.
Quem perde o namorado não sabe o que é ser feliz, pois vejo que mesmo depois de casar deve haver a chama do que um dia os levou até ali, casar é namorar eternamente com uma única pessoa, é um namoro eterno, uma busca pelo outro, pelo fixo, pelo que se sabe que vai estar ali quando você voltar, é pedir que aquele amor que você encontrou por acaso se fixe a você, que o amanhecer seja mais bonito ao lado de quem se gosta.
Mas entra-se em contradição a expressão NÃO MORAR, afinal de contas namorar é bom, mas a partir do momento que aqueles defeitos que nos trazem os sentimentos ruins começam a aflorar em uma relação mais fixa, o que fazer (?) Namorar, ou NÃO MORAR?
Aplica-se a regra do viva, deixe viver, vá em frente e o que vier aprenda e ou se desprenda, o importante, afinal das contas, é manter o amor até o fim...mesmo que ele não o tenha!
Começo
E assim começa, mais um ano, mais um mundo, mais uma vez para poder repetir que "Tudo vai mudar", ou pelo menos vou tentar melhorar o que ja existe.
De fato nada acontece como os planos mirabolantes que nos vem a meia-noite do tal reveillón...
Ou acontece melhor nunca se sabe, mas sei de uma coisa, ao fim tudo se corta, tudo se molda, e tudo se encaixa, não sei como, e devo acreditar em mão divina, já que certas marotisses do tempo não são explicáveis com mera ciência.
Digo até que o tempo é uma caixa de pandora ao inverso, sim trás o mal, as tristezas, mas nada vem sem que haja uma força suportável, padece no paraíso, faz festa no inferno, e assim vamos ao longo de mais um ano que abrimos a temporada de promessas, de mentiras, de cumprimentos, de sorrisos (falsos), de abraços apertados, de saudade do que se foi, e de desespero ao saber que um dia aconteceu.
Vem 2012
De fato nada acontece como os planos mirabolantes que nos vem a meia-noite do tal reveillón...
Ou acontece melhor nunca se sabe, mas sei de uma coisa, ao fim tudo se corta, tudo se molda, e tudo se encaixa, não sei como, e devo acreditar em mão divina, já que certas marotisses do tempo não são explicáveis com mera ciência.
Digo até que o tempo é uma caixa de pandora ao inverso, sim trás o mal, as tristezas, mas nada vem sem que haja uma força suportável, padece no paraíso, faz festa no inferno, e assim vamos ao longo de mais um ano que abrimos a temporada de promessas, de mentiras, de cumprimentos, de sorrisos (falsos), de abraços apertados, de saudade do que se foi, e de desespero ao saber que um dia aconteceu.
Vem 2012
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