Nessas horas é que vemos, que a vida é como um filme, no caso represento bem a bagunça do Tarantino, muito sangue derramado pelos olhos, muita confusão de palavras, muito enredo fictício, vindo de uma mente aberta a toda tentativa, mesmo frustadas.
Acho as vezes que entrei na tela grande, ou nas películas filmadas, encarnei uma das personagens, e assim eu vivo uma ilusória cena que parece nunca se acabar, eu falo coisas que foram ensaiadas, e pulo de abismos sem dublês.
Quando acordo, olho para os lados, e não passa de um sonho ruim, daqueles tipo queda de avião sem proteção. Nessa bagunça toda de realidade, desejos, sonhos, e pesadelos, eu vivo, e uso frases clichês para chamar atenção, uso inspiração alheia para me valer de palavras que fazem certo sentido, mas que ao fundo eu nem queria dizer, só queria chamar atenção pra uma dor que nem mesmo sei se me fere de verdade.
Uma música lenta ao fundo mostra minha trilha sonora, e se meu coração está preparado para chorar mais um dia, ou se apenas vou fazer um papel de mulher feliz, mesmo estando destruída por dentro. Hoje eu não queria que nada mais começasse, aliás, pelo menos queria um começo com a certeza de continuação, a mesma história só se repete e por mais que procure os erros, já não os acho, acho que virou um clichê, uma espécie de encantamento, a mesma cena mil vezes, com pessoas diferentes, um dejavú indesejável.
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