Passaram..

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Chuva

Hoje é dia de chuva, e meu maior desejo é que ela lave as almas sujas de ódio, de rancor, de medo, e de malícia. Mas chuva, me faça o favor de lavar também meu coração, este tão tolo orgão que foi feito em intenção de bater e apenas quer apanhar.
Ouço do outro lado trovões, um som tão enigmático, que não sei se vem para brigar comigo, ou avisando que vem me fazer feliz, trazer a paz de cada pingo, e o cheiro de terra molhada, mas continuo a lhe fazer um pedido, que os trovões ensurdeçam os mais abelhudos, aqueles que gostam apenas de ouvir besteiras, que nunca ouvem a voz da sanidade e da verdade, ensurdeçam de vez e nunca mais deêm ouvidos as blasfemias ditas por línguas ferinas.
Ah, as línguas que os raios coloridos, que esses feches de luz radiante queimem, sim, queimem as línguas más, que são banhadas de veneno, que não se importam em machucar, em mentir, em fazer mal. Partam, os raios, aqueles corações de pedra, sem amor, sem compaixão, sem sentimento nem de culpa, pois mesmo na culpa ainda existe o sentir de piedade.
Que os ventos balançem meus cabelos, acariciem minha pele, como em um abraço que há muito ainda espero, ainda gosto, ainda teimo em querer novamento, assim como presentes de natal.
Chuva, você já vai? Obrigada querida chuva, por deixar para mim, o mais feliz símbolo de que comprendeste minhas palavras, vai-te, e me deixe contemplar o arco-íris, deixe que eu conte suas cores, que em cada uma eu coloque minhas esperanças, e que ao final dele, eu ache apenas o que me faz bem, o meu pote de ouro, aquilo que por mais simples reluz e me faz sorrir, de verdade, com verdade.

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