Passaram..

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Te amo



E hoje eu consegui o impossível, consegui te amar mais que ontem, impressionante, não adianta as palavras amargas que outros insistem em tecer, sim há amor em mim. O amor que me move a cada dia para buscar forças para crer na diferença de quem um dia eu amei menos que hoje.
Poucas sílabas para falar ao horizonte o quanto é importante pra mim nutrir você dentro de mim, assim como uma brisa leve me deixo levar até onde um dia houve um nós.
Sim hoje tenho poucas palavras para dizer que ainda te amo, te odeio, mas no fundo te amo, me jogo ao mundo, mas ele não em aceita, quer apenas que eu fique aqui, sem direção, buscando apenas uma linha, uma curva que me leve ao teu coração.
"Já sei que o coração que não vê
É o coração que não sente o amor
o coração que te mente amor
Mas você sabe que no fundo da minha alma
Continua aquela dor por crer em você" 




quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Ainda...



E foi um dia assim, sem nada interessante, sem nada que me levasse, ou mesmo elevasse à um comentário diferente, assim, você apareceu, insignificante, sorrateiro, distante, teceu elogios baratos, me arrancou meios sorrisos, nada demais, tudo a mais.
Um dia, uma noite, uma semana, mais outra, e os elogios se elevaram, o que era entediante, naquela hora eu já nem sabia. E assim foi, a promessa do dia importante, a noite anterior, o dia, e a expectativa da véspera, já nem sabia o que mais me tremia, se os cabelos a brisa de te esperar, ou as pernas por desconhecer, quem eu iria um dia me apaixonar...
Eternidade, aquele momento, que marcou perfumes, suaves mãos, olhares firmes, palavras simbólicas, a rouquidão do suave te adoro, um lugar que já nem me lembro, ao qual já voltei mil vezes, não para ir, mas para me lembrar. Tudo foi a perfeição de um amor, o que era brincadeira, virou amor, que pena, pra mim, apenas, contentei-me em viver por dois.
Hoje? Hoje só me sobra deixar nas entrelinhas o que de mais importante me aconteceu, aprendi a ver que tristeza não é o final de tudo, é o começo do amadurecimento, hoje apesar de tudo, ainda te vejo quando fecho os olhos, sou sim a eterna "pequena" boba.
Um dia desses me envergonhei, a vodka me ensinou o lado ruim de amar, me vi sozinha, você com outra, me cortando o coração com uma faca cega, encontrei um qualquer, e chorei, ao soluçar, repeti mil vezes a história de amor que só eu vivi, pensei estar ficando louca, mas me disseram que a verdade vem quando estamos fora da razão.
Queria não ter coração, queria te julgar como todos julgam, queria não ver o lado que me aproximou, queria nunca ter te conhecido, queria que o aniversário não tivesse existido, queria cancelar todas as músicas, as palavras, essas eu queria calar, mas é impossível fazer qualquer coisa quando se está atada a um você, nas cordas do eu.
A tua voz, ainda que longe, ainda que nada dito pra mim, faz meu coração, este bobo irregular, bater, sim ele bate, queria que estas palavras chegassem pelo vento através do meu perfume até você, nunca teria coragem de falar, pelo menos não na sua frente, lembro do e-mail torpe, respondido com um sobretexto torturante. A promessa no final, que jamais você cumpriu, por causa dela, o eu, ficou sem o você, e hoje nem sei mais o que seria amar, pelo menos amar a um outro você, tendo-te tão presente, nas entrelinhas das minhas músicas prediletas.
É, que medo, mas ainda te amo.

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Arte

Como definir a arte? Como poder expressar em reles palavras o simbólico significado de arte? 
A coisa mais complicada do mundo, talvez até inexplicável, pois arte é tudo aquilo que ao olhos nos é belo, rico, e impressionante, até mesmo para leigos olhos, a arte é algo tocante, é o encontro do singelo sentir, com a inteligência de ser.
Arte, Ah a arte, o que seria ela? Um respirar de sublime beleza, um tocar interno que agrada aos bom vistos, um "que" de sabedoria, uma interpretação da alma. Faz sentido se gostar da obra mais complexa, da obra mais estranha, pois tudo aquilo que nos representa traz consigo um significado que nenhum outro pode dar, cada um com seu pensar, cada um com seu sentir, uma alma não pode ser dividida naquela opinião.
Vejo a arte como um sangue, como uma veia que alimenta egos, pensamentos, histórias e até mesmo paixões, momentos, até.
Uma bela peça uma vez me chamou atenção, nada demais, apenas uma moça, uma senhora gorda, que em um vestido até desleixado, deixava seu olhar pousar ao nada, um horizonte que somente ela via, lembrei-me de mim, quando amei pela primeira vez, amei, sim amei, e fui decepcionada.
Mas aquela imagem me lembrava o horizonte que eu passei dias olhando, sentada na minha janela, e até mesmo no terraço, apenas imaginando o que poderia ter sido tão contundente para tudo ter dado errado, um horizonte que apenas eu via, que eu sabia olhar com um ângulo agudo de quem procura uma resposta sem tê-la. 
Assim traduz-se arte para mim, é tudo aquilo que lembra o mais simples momento, o mais doce lugar, até mesmo uma piada, um sorriso que deixei escapar, sim é um sentido de mim, por dentro e por fora, arte é tudo aquilo que me toca, que me leva além do céu que parece limitado.
Amo a arte seja como for.
 
p.s. esta não é a escultura que vi.

domingo, 16 de outubro de 2011

It's like a dream to me



Muitas vezes falar de amor é fazer uma oração, pedir aos céus que lhe deixem ter o poder de sentir, que tudo vire flor, que as dificuldades encontrem solução, que tudo de mal se afaste, apenas para ver o sorriso do outr,  iluminado.
Quando temos alguém, nada mais é que divino ser, tudo se transforma em sublimes momentos, e acredite, milagres acontecem, nada mais é que a força de amar, a fé em que tudo pode se transformar e ir para um rumo melhor.
Feliz dos que acreditam que o amor move o mundo, a mínima briga se apazigua com um olhar diferente, um toque macio, até mesmo uma palavra sem nexo, é como se fosse o calor, esperado diante do frio. O que é a felicidade se não o amor encontrado nos mais míseros detalhes, o que tem em mim explode cada vez que imagino, apenas dois segundos contigo.
Falo besteira, até me limito, as vezes deixo fluir, mesmo sem resultados, o que seria de fato sentir isso? Seria nada mais que ver o milagre de encontrar a felicidade ao lado de uma pessoa que a tempos atrás nem existia. 
Em palavras desconexas eu tento encontrar um significado, até meio xulo, pra te falar o quanto é importante pra mim ter pelo menos o seu sorriso ao meu lado, o quanto é bom ter uma conversa chata, o que me faz feliz não é te ver feliz, é saber que um dia pelo menos algum sorriso seu foi motivado pelo meu...


quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Vivo



Vivo para dizer que ainda é possível realizar alguns desejos insólidos, para fazer acontecer planos infundados, até mesmo falar palavras fora do vocabulário, não me permito ser igual, me permito ser diferente, única, mas com toda certeza não sou a única. 
Mais uma talvez, sim mais uma sempre, sempre que me deixo levar pelo impulso de viver um momento idiota, e prazeroso, sim eu sou unicamente mais uma nas mãos de mais variados fatos, e fatores. Só mais uma única moça que exibe por ai um belo quadril, e um par de pernas dançantes.
Me pergunto se ser diferente é normal, sim é perfeitamente normal, diria até saudável, mas para a visão estática de mundo que muitos possuem, nossa, como sou diferente, como faço coisa errada, pecadora de pecados impensáveis.
Sim, eu deito na cama e ganho fama, eu não deixo que me coloquem em uma cadeira elétrica, eu mesmo faço o choque de sociedade, de realidade e até mesmo na verdade eu ponho alguns volts. Faço meu tempo, mas nem sempre é compatível com a paralisia de uns e com a hipocrisia de outros, até mesmo não pode ser igualado ao sublime modo de viver de uns tantos rabos presos.
Porque é demais querer um amor pra vida toda? Um casamento duradouro, planejar uma festa, e mesmo assim ser moderna, ser adepta do faça, "só não deixe-me saber". Isso é ser uma mulher moderna? não isso é ser mulher inteligente, e por conta disso o preço que se paga é quase uma mega-sena só pelo fato de não me submeter aos primórdios machistas de uma sociedade mediocremente hipócrita.
Sabe, uma hora cansa, sim é cansativo se ter um, outro e mais algum, nunca ter ninguém, sempre esperar pela próxima cantada, escolher se vale a pena cair, escolher até se deve-se cair, pois o fulano é assim, o beltrano é assado, e todo mundo acaba na mesma panela da idiotice de se deixar levar pelo momento, uns eu voltaria e mudaria somente o quadro na parede, outros eu nem ousaria pensar que existiram.
E assim fica aquele desejo de ser algo mais, o desejo de ter o de menos, mas o de melhor.

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Atração

E foi assim, de leve, como um sopro, um vento sem força, foi assim que provou-se a doce sutileza da sensualidade oculta, um par de pernas, uma boca flamejante, um desejo de sim, rodeado pelo não, mil pessoas na esquerda, duas na direita, meia hora sem fim.
Sorriso amarelo, olhar intrigante, subiu calor onde era somente frio, nada mais era do que um eu rodeado por um você, atrapalhados por uns outros. O infinito sentir, o caminho foi aberto, as cartas estavam na mesa, blefe não era mais necessário, conquistei assim um homem, com um personagem, acredite na mulher maravilha, não mais na barbie.
Seria demais, e até mesmo proibido, mas quem deseja busca, não deixa pelo meio do caminho, levanta da mesa, peça para ir embora, leve-me com você. E não pergunte mais nada, cale-se, o resto deixa que o destino, com mãos eróticas, se encarrega de moldar.
Chuva, vento, trovão, e escuridão, passeio por uma pista onde o fim já bem se sabe que nos reserva uma mágica bem maior que o remoto tempo de espera. Esperei, precisei, pressenti, e o dia chegou, tão rápido e diferente, tão envergonhante e majestoso, um não, um talvez, uma série de dúvidas até que se concretizasse a verdade, que nós buscávamos.
Um desejo, profundo, um querer......

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Acontece

Talvez eu passe muito tempo sem sentir, talvez, até, eu não tenha tanto gracejo com as palavras, vai ver o amadorismo me impede, ou quem sabe a única fonte de inspiração que me restava, se foi de vez, se despiu de mim, levou consigo todo o sentido de juntar letras.
Sem saber o que dizer, permaneço calada, mas como ser humano tenho dupla personalidade, uma que ama, que desacredita nas palavras que machucam-no, e um lado social, um lado macabro que me leva a pedir que o mundo o condene, que o levem a forca.
Do meu violão não saem mais notas, na minha coca-cola não há gás, a cerveja congelou, e o whisky perdeu o sabor, sem um você para meu eu, tudo anda tão nebuloso, tudo fica sem rima, a prosa fica inquieta, não combinam as notas musicais.
Saio para ver o mundo, ele se esconde, me impede de chegar perto cada vez mais, o que é pior, ou melhor, pois assim é sempre mais difícil o acesso a você, antiga angústia de apenas ter te perdido para outro coração, mas é maior a dor de te perder para o mal.
Ensaio no espelho a conversa que já não me é certa, mas ensaio, falo pra mim, olhando a sua imagem no fundo dos meu olhos, vejo o seu sorriso, e te falo, vai, eu estou do seu lado, brigo, peço explicação, mas deito do seu lado, e apenas sinto sua pele, a mais leve pluma do amor, o amor que de mim foi tirado, em espaço físico, pois quando se há verdade, o sentimento prolifera, inconstante as ações.
Sem ponto final, sem saber se isso merece um fim, ou mesmo se isso existe, sei lá, não quero pensar isso me causa uma série de dores, mas fique sabendo, eu já não choro mais, eu penso e rezo, peço aos céus, até mesmo aos orixás, que lhe deêm o máximo de luz, de coerência, pois como não o posso fazer, em transmissão de mim, devoto-lhe amor eterno.