Passaram..

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Ainda...



E foi um dia assim, sem nada interessante, sem nada que me levasse, ou mesmo elevasse à um comentário diferente, assim, você apareceu, insignificante, sorrateiro, distante, teceu elogios baratos, me arrancou meios sorrisos, nada demais, tudo a mais.
Um dia, uma noite, uma semana, mais outra, e os elogios se elevaram, o que era entediante, naquela hora eu já nem sabia. E assim foi, a promessa do dia importante, a noite anterior, o dia, e a expectativa da véspera, já nem sabia o que mais me tremia, se os cabelos a brisa de te esperar, ou as pernas por desconhecer, quem eu iria um dia me apaixonar...
Eternidade, aquele momento, que marcou perfumes, suaves mãos, olhares firmes, palavras simbólicas, a rouquidão do suave te adoro, um lugar que já nem me lembro, ao qual já voltei mil vezes, não para ir, mas para me lembrar. Tudo foi a perfeição de um amor, o que era brincadeira, virou amor, que pena, pra mim, apenas, contentei-me em viver por dois.
Hoje? Hoje só me sobra deixar nas entrelinhas o que de mais importante me aconteceu, aprendi a ver que tristeza não é o final de tudo, é o começo do amadurecimento, hoje apesar de tudo, ainda te vejo quando fecho os olhos, sou sim a eterna "pequena" boba.
Um dia desses me envergonhei, a vodka me ensinou o lado ruim de amar, me vi sozinha, você com outra, me cortando o coração com uma faca cega, encontrei um qualquer, e chorei, ao soluçar, repeti mil vezes a história de amor que só eu vivi, pensei estar ficando louca, mas me disseram que a verdade vem quando estamos fora da razão.
Queria não ter coração, queria te julgar como todos julgam, queria não ver o lado que me aproximou, queria nunca ter te conhecido, queria que o aniversário não tivesse existido, queria cancelar todas as músicas, as palavras, essas eu queria calar, mas é impossível fazer qualquer coisa quando se está atada a um você, nas cordas do eu.
A tua voz, ainda que longe, ainda que nada dito pra mim, faz meu coração, este bobo irregular, bater, sim ele bate, queria que estas palavras chegassem pelo vento através do meu perfume até você, nunca teria coragem de falar, pelo menos não na sua frente, lembro do e-mail torpe, respondido com um sobretexto torturante. A promessa no final, que jamais você cumpriu, por causa dela, o eu, ficou sem o você, e hoje nem sei mais o que seria amar, pelo menos amar a um outro você, tendo-te tão presente, nas entrelinhas das minhas músicas prediletas.
É, que medo, mas ainda te amo.

Nenhum comentário:

Postar um comentário