Mais uma talvez, sim mais uma sempre, sempre que me deixo levar pelo impulso de viver um momento idiota, e prazeroso, sim eu sou unicamente mais uma nas mãos de mais variados fatos, e fatores. Só mais uma única moça que exibe por ai um belo quadril, e um par de pernas dançantes.
Me pergunto se ser diferente é normal, sim é perfeitamente normal, diria até saudável, mas para a visão estática de mundo que muitos possuem, nossa, como sou diferente, como faço coisa errada, pecadora de pecados impensáveis.
Sim, eu deito na cama e ganho fama, eu não deixo que me coloquem em uma cadeira elétrica, eu mesmo faço o choque de sociedade, de realidade e até mesmo na verdade eu ponho alguns volts. Faço meu tempo, mas nem sempre é compatível com a paralisia de uns e com a hipocrisia de outros, até mesmo não pode ser igualado ao sublime modo de viver de uns tantos rabos presos.
Porque é demais querer um amor pra vida toda? Um casamento duradouro, planejar uma festa, e mesmo assim ser moderna, ser adepta do faça, "só não deixe-me saber". Isso é ser uma mulher moderna? não isso é ser mulher inteligente, e por conta disso o preço que se paga é quase uma mega-sena só pelo fato de não me submeter aos primórdios machistas de uma sociedade mediocremente hipócrita.
Sabe, uma hora cansa, sim é cansativo se ter um, outro e mais algum, nunca ter ninguém, sempre esperar pela próxima cantada, escolher se vale a pena cair, escolher até se deve-se cair, pois o fulano é assim, o beltrano é assado, e todo mundo acaba na mesma panela da idiotice de se deixar levar pelo momento, uns eu voltaria e mudaria somente o quadro na parede, outros eu nem ousaria pensar que existiram.
E assim fica aquele desejo de ser algo mais, o desejo de ter o de menos, mas o de melhor.

Nenhum comentário:
Postar um comentário