Passaram..

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Borboleta com veneno

Me divirto com a falta de noção de algumas criaturas que se dizem da espécie humana, a minha ironia é tanta que chega a pingar algumas gotas de veneno pelos meus lábios, estes que se apertam ao reprimir um sorriso de humor negro quando vejo que ali na minha frente existe um ser ainda inocente a respeito de meus modos, e de minha qualidade maior.
É tão engraçado ver ali indefesa e aparentemente fraca uma pessoa que é tão manipulável, ao ponto que penso estar brincando com meus dedos em um piano de cauda. Sinto-me uma bruxa haitiana e seu boneco de cêra que ainda modelo para brincar de voodoo, e falar coisas estranhas que aos seus ouvidos parecem fazer sentido.
Gostoso é poder de já nascer com a alma geneticamente modificada, ao ato sutíl de maldade para com um alguém cujo nome correto na minha boca é presa. Tantos brincam, tantos machucam, mas o doce prazer de usar o guardanapo cor-de-rosa para enxugar aquela gota de veneno dá mais prazer que um orgasmo triplo com o homem da minha vida.

2 comentários:

  1. Cuidado para não deixar a presa fugir. Se não ficam marcas, e ela jamais esquecerá.

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  2. Assim é sempre bom, deixar marcas é o objetivo, usar a presa, fazer dela um brinquedo e não o alimento

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